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Governo de MS cria grupo de trabalho para avaliar destinação de agrotóxicos irregulares
- Silvana Nadir Garcia Machado MTE - 103/MS
- 24/10/2026
Por: Governo MS
Mato Grosso do Sul passa a ter um órgão colegiado específico para
normatizar a destinação de agrotóxicos irregulares que são apreendidos durante
fiscalização. O Conselho Estadual de Agrotóxicos (CEA), órgão vinculado à
Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e
Inovação), aprovou a criação de um Grupo de Trabalho (GT) destinado à
elaboração de propostas e diretrizes para o armazenamento, transporte e
destinação final de agrotóxicos, seus componentes e afins apreendidos no
território sul-mato-grossense.
A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado e responde à
necessidade de aperfeiçoar os procedimentos adotados pelos órgãos de
fiscalização e controle, especialmente em função das apreensões de produtos
irregulares, contrabandeados, falsificados ou comercializados em desacordo com
a legislação vigente. Essa fiscalização no âmbito do Estado é feita pela Iagro
(Agência Estadual de Vigilância Sanitária Animal e Vegetal).
O grupo terá a missão de identificar os principais desafios enfrentados
pelos órgãos responsáveis, propor fluxos de atuação integrados, estabelecer
diretrizes técnicas e normativas e construir soluções que garantam a destinação
ambientalmente correta dos produtos apreendidos, reduzindo riscos à saúde
pública, ao meio ambiente e à segurança das operações de fiscalização.
Ele será composto por representantes da Semadesc, Iagro,
Superintendência Federal de Agricultura e Pecuária (SFA/MS); Conselho Regional
de Engenharia e Agronomia (CREA/MS); Associação Nacional dos Distribuidores de
Insumos Agrícolas e Veterinários (Andav); e Instituto Nacional de Processamento
de Embalagens Vazias (Inpev), além da possibilidade de atuação conjunta com
outros órgãos de fiscalização e segurança pública e associação dos fabricantes.
O diretor-presidente da Iagro, Daniel Ingold, enfatiza a necessidade de
estabelecimento de procedimentos padronizados, integração de informações e
definição clara das responsabilidades institucionais para garantir a correta
destinação dos materiais retidos durante as operações. A expectativa é que o GT
construa um modelo de gestão integrado, eficiente e sustentável, capaz deservir
de referência para outras unidades da Federação, pontuou Ingold.
Ainda acrescenta que a criação do Grupo de Trabalho representa um “marco
importante” na consolidação da política pública de enfrentamento do problema de
destinação final das embalagens de agrotóxicos. “A criação deste Grupo de
Trabalho é resultado de anos de articulação e diálogo entre os órgãos
envolvidos na fiscalização, no controle e na defesa agropecuária. Estamos
construindo uma solução conjunta para um desafio que não pertence a apenas uma
instituição, mas a toda a rede de órgãos que atuam na proteção sanitária,
ambiental e econômica do Estado”, disse Ingold.
O objetivo da agência é avançar na integração das bases de dados, no
compartilhamento de informações estratégicas, na padronização de procedimentos
e na construção de um fluxo eficiente para garantir a destinação correta dos
agrotóxicos apreendidos.
“Dessa forma, a Iagro busca fortalecer a fiscalização, reduzir
riscos ambientais, ampliar a segurança jurídica das operações e proteger a
saúde da população e a sustentabilidade do agronegócio sul-mato-grossense”,
completou o diretor-presidente.
O relatório final do GT deverá apresentar um diagnóstico situacional,
propostas de procedimentos integrados e recomendações técnicas para subsidiar
futuras normativas e políticas públicas relacionadas à gestão de agrotóxicos
apreendidos no Estado.
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